Brasília - Distrito Federal (Um dos 600 Blogs do Painel do Coronel Paim)
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quinta-feira, 24 de maio de 2012
quarta-feira, 23 de maio de 2012
Agricultores desocupam prédio do Ministério da Fazenda (Postado por Lucas Pinheiro)
Agricultores ligados à Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf), que invadiram o Minsitério da Fazenda, na Esplanada dos Ministérios em Brasília, por volta das 6h desta quarta-feira (23), desocuparam o prédio por volta das 10h30.
De acordo com a Policia Militar, cerca de 150 manifestantes ameaçaram os vigilantes com pedras e tijolos e ocuparam o prédio. Durante a invasão, os manifestantes quebraram a porta de entrada do ministério, e, depois, penduraram bandeiras do movimento no oitavo andar.
O protesto, segundo os agricultores, é contra a lentidão na reforma agrária e no socorro das vitimas que sofrem com a seca nas regiões Sul e Nordeste. Eles pedem que os recursos destinados à reforma agrária sejam dobrados pelo governo federal.
Elisangela Araújo, uma das líderes do movimento, informou que a Fetraf concordou com a desocupação do prédio somente após a confirmação de que um grupo de 12 pessoas seria recebido para dar início às negociações.
"Tem oito anos que a gente está tentando negociar com o Ministério da Fazenda e nunca fomos recebidos. Só ocupando mesmo", declarou Elisangela Araujo a jornalistas.
De acordo com Marcelo Fiche, chefe de Gabinete do ministro Guido Mantega, o grupo da Fetraf será recebido ainda nesta manhã pelo secretário-executivo da pasta, Nelson Barbosa. "Não teve nenhum problema. A gente vai ouvir os pleitos da categoria", declarou ele.
De acordo com a Policia Militar, cerca de 150 manifestantes ameaçaram os vigilantes com pedras e tijolos e ocuparam o prédio. Durante a invasão, os manifestantes quebraram a porta de entrada do ministério, e, depois, penduraram bandeiras do movimento no oitavo andar.
O protesto, segundo os agricultores, é contra a lentidão na reforma agrária e no socorro das vitimas que sofrem com a seca nas regiões Sul e Nordeste. Eles pedem que os recursos destinados à reforma agrária sejam dobrados pelo governo federal.
Elisangela Araújo, uma das líderes do movimento, informou que a Fetraf concordou com a desocupação do prédio somente após a confirmação de que um grupo de 12 pessoas seria recebido para dar início às negociações.
"Tem oito anos que a gente está tentando negociar com o Ministério da Fazenda e nunca fomos recebidos. Só ocupando mesmo", declarou Elisangela Araujo a jornalistas.
De acordo com Marcelo Fiche, chefe de Gabinete do ministro Guido Mantega, o grupo da Fetraf será recebido ainda nesta manhã pelo secretário-executivo da pasta, Nelson Barbosa. "Não teve nenhum problema. A gente vai ouvir os pleitos da categoria", declarou ele.
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Mãe dá à luz bebê com 70 cm e 6 kg no Distrito Federal (Postado por Lucas Pinheiro)
A dona de casa Maria das Graças dos Santos deu à luz, no Distrito Federal, a menina Kézia Santos, de 6,010 kg e 70 cm. A cesariana foi realizada no dia 26 de abril, no Hospital Regional do Gama. A menina, que nasceu com as medidas de um bebê de quatro meses, passou nove dias internada na UTI neonatal, mas já está no quarto com a mãe.
O pediatra responsável pelo atendimento do bebê, Marcus César Fonseca, explicou que ela nasceu com macrossomia, motivada por diabetes gestacional, que pode ser tratada no pré-natal. Fonseca disse que o caso de Kézia não é considerado uma doença.
“O problema é que a mãe do bebê não ficou sabendo da doença durante a gestação, por isso não fez o tratamento adequado”, disse o médico. De acordo com dados da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, de cada dez grávidas uma pode desenvolver a diabetes gestacional.
O pediatra informou que a criança ainda não recebeu alta porque precisa passar por exames cardiológicos. “O coração dela não suportou a massa corporal exagerada. A gente precisa verificar se ela tem cardiopatia e se desenvolveu alguma doença congênita ou não.”
O pai da criança, José Raimundo da Silva, diz ter tomado um susto ao ver a filha recém-nascida. “Fiquei surpreendido no primeiro impacto. Meu coração bateu acelerado, não de tristeza, mas de alegria. A gente perdeu todo o enxoval. Estou desempregado e não sei como fazer agora para comprar tudo novamente”, disse.
O pediatra responsável pelo atendimento do bebê, Marcus César Fonseca, explicou que ela nasceu com macrossomia, motivada por diabetes gestacional, que pode ser tratada no pré-natal. Fonseca disse que o caso de Kézia não é considerado uma doença.
“O problema é que a mãe do bebê não ficou sabendo da doença durante a gestação, por isso não fez o tratamento adequado”, disse o médico. De acordo com dados da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, de cada dez grávidas uma pode desenvolver a diabetes gestacional.
O pediatra informou que a criança ainda não recebeu alta porque precisa passar por exames cardiológicos. “O coração dela não suportou a massa corporal exagerada. A gente precisa verificar se ela tem cardiopatia e se desenvolveu alguma doença congênita ou não.”
O pai da criança, José Raimundo da Silva, diz ter tomado um susto ao ver a filha recém-nascida. “Fiquei surpreendido no primeiro impacto. Meu coração bateu acelerado, não de tristeza, mas de alegria. A gente perdeu todo o enxoval. Estou desempregado e não sei como fazer agora para comprar tudo novamente”, disse.
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Jovem é resgatado três dias após cair em cratera no Entorno do DF (Postado por Lucas Pinheiro)
Um jovem de 21 anos foi resgatado na manhã desta quarta-feira (16) de uma cratera de cerca de 40 metros de profundidade na cidade de Planaltina de Goiás, no Entorno do Distrito Federal, após passar três dias no buraco. Segundo os bombeiros, o jovem caiu no buraco no último domingo (13) e chegou a beber água da chuva para não morrer desitratado.
O Corpo de Bombeiros informou que ele estava consciente, mas com ferimentos no braço direito e na perna direita. A vítima foi levada a um hospital da região e não corre risco de morte. O rapaz foi retirado da cratera por meio de uma forma improvisada de rapel. Segundo o tenente Juliano Borges, do Corpo de Bombeiros, a vítima tem problemas psíquicos.
Segundo a irmã do rapaz, Roseli Nascimento, a família estava "desesperada" com o sumiço do rapaz, porque o pai deles morreu em uma queda na mesma cratera. "Ele caiu lá e morreu. Vai completar seis anos agora. Meu irmão está com muita dor no braço e vai precisar fazer uma cirurgia. Ninguém sabia onde ele estava e procuramos os bombeiros, que nos ajudaram", disse.
Roseli afirma que chegou a procurar a Polícia Militar da cidade, que teria se recusado a registrar boletim de ocorrência. "Nós fomos a uma delegacia e os agentes nos disseram que não podiam fazer nada, que só iam registrar ocorrências graves", completou.
Na tarde desta quinta após receber atendimento médico Willian Pereira Nascimento contou para a reportagem do G1 o que sentiu quando estava dentro da cratera. "Saí no domingo à noite para passear, não vi o buraco e caí. Eu bebia água que tinha por lá, da chuva, a que tinha mesmo. Passei muito frio e não tinha nada para comer. Eu pensava que ia morrer. Eu rezei muito para passar alguém e me ouvir gritando socorro. Comecei a gritar e quando os bombeiros apareceram eu senti que tinha nascido de novo. Senti muita alegria".
Cratera
A cratera de Planaltina de Goiás é, na verdade, uma voçoroca, que tem a extensão de 1,5 quilômetro e profundidade em alguns trechos que chegam a 60 metros. O problema existe há mais de 20 anos. A cada temporada de chuva, a cratera avança mais.
O buraco começou quando a rede de águas pluviais foi canalizada para o local. Com isso, uma rua inteira de um bairro foi engolida pela erosão. Um hospital da cidade também está ameaçado. Mais de 90 moradores na área de risco já foram obrigados a deixar as casas. Cerca de 15 famílias recebem auxílio da prefeitura para pagar o aluguel.
Em janeiro, a prefeitura recebeu do governo federal R$ 4 milhões para o início das obras. O dinheiro não teria sido aplicado até agora porque, segundo a prefeitura, a documentação da empreiteira que ganhou a licitação é avaliada pelo Ministério da Integração. Toda a obra deve custar cerca de R$ 45 milhões.
Alguns moradores que vivem perto da cratera reclamam da falta de segurança no local. "Isso aqui é muito perigoso. Entra ano, sai ano e o perigo continua. São mais de 20 anos com esse problema", disse Valdecir Xavier da Guia.
A dona de casa Edileuda Barbosa da Silva afirma que tem uma residência ao lado da cratera há 23 anos. "Eu e meu marido fomos tirados de lá pela Defesa Civil por causa do risco. Agora, eu pergunto, qual ajuda essas 17 famílias recebem? A ação social dá todo mês R$ 300, mas os aluguéis aqui na cidade estão todos acima de R$ 400", diz Edileuda.
O Corpo de Bombeiros informou que ele estava consciente, mas com ferimentos no braço direito e na perna direita. A vítima foi levada a um hospital da região e não corre risco de morte. O rapaz foi retirado da cratera por meio de uma forma improvisada de rapel. Segundo o tenente Juliano Borges, do Corpo de Bombeiros, a vítima tem problemas psíquicos.
Segundo a irmã do rapaz, Roseli Nascimento, a família estava "desesperada" com o sumiço do rapaz, porque o pai deles morreu em uma queda na mesma cratera. "Ele caiu lá e morreu. Vai completar seis anos agora. Meu irmão está com muita dor no braço e vai precisar fazer uma cirurgia. Ninguém sabia onde ele estava e procuramos os bombeiros, que nos ajudaram", disse.
Roseli afirma que chegou a procurar a Polícia Militar da cidade, que teria se recusado a registrar boletim de ocorrência. "Nós fomos a uma delegacia e os agentes nos disseram que não podiam fazer nada, que só iam registrar ocorrências graves", completou.
Na tarde desta quinta após receber atendimento médico Willian Pereira Nascimento contou para a reportagem do G1 o que sentiu quando estava dentro da cratera. "Saí no domingo à noite para passear, não vi o buraco e caí. Eu bebia água que tinha por lá, da chuva, a que tinha mesmo. Passei muito frio e não tinha nada para comer. Eu pensava que ia morrer. Eu rezei muito para passar alguém e me ouvir gritando socorro. Comecei a gritar e quando os bombeiros apareceram eu senti que tinha nascido de novo. Senti muita alegria".
Cratera
A cratera de Planaltina de Goiás é, na verdade, uma voçoroca, que tem a extensão de 1,5 quilômetro e profundidade em alguns trechos que chegam a 60 metros. O problema existe há mais de 20 anos. A cada temporada de chuva, a cratera avança mais.
O buraco começou quando a rede de águas pluviais foi canalizada para o local. Com isso, uma rua inteira de um bairro foi engolida pela erosão. Um hospital da cidade também está ameaçado. Mais de 90 moradores na área de risco já foram obrigados a deixar as casas. Cerca de 15 famílias recebem auxílio da prefeitura para pagar o aluguel.
Em janeiro, a prefeitura recebeu do governo federal R$ 4 milhões para o início das obras. O dinheiro não teria sido aplicado até agora porque, segundo a prefeitura, a documentação da empreiteira que ganhou a licitação é avaliada pelo Ministério da Integração. Toda a obra deve custar cerca de R$ 45 milhões.
Alguns moradores que vivem perto da cratera reclamam da falta de segurança no local. "Isso aqui é muito perigoso. Entra ano, sai ano e o perigo continua. São mais de 20 anos com esse problema", disse Valdecir Xavier da Guia.
A dona de casa Edileuda Barbosa da Silva afirma que tem uma residência ao lado da cratera há 23 anos. "Eu e meu marido fomos tirados de lá pela Defesa Civil por causa do risco. Agora, eu pergunto, qual ajuda essas 17 famílias recebem? A ação social dá todo mês R$ 300, mas os aluguéis aqui na cidade estão todos acima de R$ 400", diz Edileuda.
sábado, 12 de maio de 2012
Justiça quebra sigilo fiscal de Cachoeira
A Justiça do Distrito Federal quebrou o sigilo bancário e fiscal de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e bloqueou os bens do bicheiro. A decisão envolve também o ex-diretor da construtora Delta, Claudio Abreu, e outras seis pessoas denunciadas por formação de quadrilha e tráfico de influência por corrupção, tráfico de influência e fraudes em processo para contratar o serviço de bilhetagem eletrônica dos ônibus no DF. O sigilo bancário, fiscal e telefônico de Cachoeira já havia sido quebrado pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a relação do bicheiro com políticos e contratos públicos.
A decisão ocorreu depois de pedido do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios. Conforme a peça de acusação, Cachoeira e os dois ex-diretores comandaram operação para direcionar o contrato, que renderia R$ 60 milhões por mês, à empreiteira. Coube a Abreu pagar Valdir dos Reis, lobista encarregado de azeitar o negócio na Secretaria de Transportes. Sob as orientações de Puccini, a própria quadrilha elaborou projeto básico e edital para a licitação.
Ex-assessor da Secretaria de Planejamento do Distrito Federal, Reis foi cooptado pela quadrilha para cuidar de seus interesses no governo Agnelo Queiroz (PT). Mesmo exonerado do cargo em 31 de dezembro de 2010, ele tinha crachá em 2011 e, segundo a denúncia, circulava livremente no Palácio do Buriti, que abriga a Secretaria de Transportes.
Numa das escutas, Cachoeira ordena que Geovani Pereira da Silva, apontado como seu contador, pague R$ 50 mil a Reis. O diálogo indica que o dinheiro provinha da conta de Abreu. O valor foi depositado na conta do ex-servidor pela Adécio e Rafael Construções e Incorporações, uma das empresas do esquema, que, segundo o MP, existiria apenas de fachada para lavagem e pagamento de recursos. Onze dias depois, Reis conseguiu reunião do secretário de Transportes do DF, José Walter Vasquez, com 'membros da organização criminosa'.
Embora não tivesse nenhuma experiência na área, a Delta tinha interesse em comprar software para operar a bilhetagem. A partir do encontro, diz a denúncia, a quadrilha de Cachoeira começou a elaborar o projeto básico e o edital de licitação, direcionados à Delta.
Abreu foi preso durante a Operação Saint Michel, na semana passada, por envolvimento nas fraudes.
A denúncia cita suposta negociação, revelada pelo Estado, entre a quadrilha e o servidor do DFTrans (empresa que gerencia o transporte no DF) Milton Martins Júnior, que está afastado do cargo.
terça-feira, 8 de maio de 2012
Base vai tentar adiar votação da PEC do Trabalho Escravo, dizem líderes (Postado por Lucas Pinheiro)
Líderes da base aliada afirmaram nesta terça-feira (8) que vão tentar adiar a votação da PEC do Trabalho Escravo, proposta de emenda à Constituição que prevê a expropriação, sem indenização, das terras de produtores que utilizem trabalho escravo em suas propriedades. Mais cedo, o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), havia anunciado que colocaria a proposta em votação no plenário.
"Eu acho como prudência não pôr [em votação] porque o risco de pôr é perder. Vou sugerir para o presidente Marco Maia não pautar. CPI, Código Florestal, o clima não está bom", disse o líder do PT na Câmara, deputado Jilmar Tatto. Ele falou sobre o tema após almoço entre líderes da base aliada na casa do deputado Jovair Arantes (PTB-GO), da qual participou a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti.
Mais cedo, um ato foi realizado na Câmara em favor da aprovação da PEC. Durante o evento, Marco Maia havia dito que a decisão de colocar em votação estava tomada. "Colocar em votação é uma decisão do presidente da Câmara que está tomada. Vamos na reunião de líderes tentar construir uma maioria para aprovar a matéria hoje", afirmou. O presidente da Câmara disse considerar a proposta, que enfrenta resistência da bancada ruralista, como "importantíssima."
Partidos da base, principalmente PMDB e PR, são contra a PEC porque avaliam que o texto como está não define claramente o que é trabalho escravo e o que é trabalho análogo à escravidão. Para alguns ruralistas, a proposta daria margem para que fiscais do trabalho agissem de forma subjetiva, prejudicando os produtores.
O líder do governo na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia, afirmou que o governo não se opõe à votação caso entre na pauta. "O governo não se opõe à votação acontecer hoje. Mas, caso seja necessário, adiaremos para fazer essa análise."
O deputado Henrique Eduardo Alves, líder do PMDB na Câmara, avalia que o texto tem que ser refeito em alguns pontos e pode ser votado em um mês. Ele propõe que especialistas auxiliem no trabalho de caracterização sobre o que pode ser ou não considerado trabalho escravo.
A PEC do Trabalho escravo foi aprovada no Senado em 2003 e votada em primeiro turno na Câmara em 2004. Agora, precisa passar pela votação em segundo turno. Como é uma proposta que altera a Constituição, a PEC precisa ser votada em dois turnos em cada Casa. Se aprovada, vai à promulgação. Serão necessários 308 votos favoráveis dos parlamentares e os votos serão abertos.
Apelo de ministros
Nesta terça, os ministros do Trabalho, Brizola Neto, da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, e da Secretaria da Igualdade Racial, Luiza Bairros, entregaram a Maia um manifesto pela aprovação da proposta.
"Tenho certeza de que aqui na Câmara, talvez com esse ato, a gente consiga fazer um convencimento da importância da PEC", disse Brizola Neto. Para o ministro, a PEC pode ser o "mais importante instrumento" de combate ao trabalho escravo.
No auditório Nereu Ramos, da Câmara, a plateia, formada por artistas e sindicalistas, gritou palavras de ordem como: "Chega de corrente, abaixo a escravidão!". "Espero que hoje seja um dia histórico para o povo brasileiro", discursou a ministra Maria do Rosário.
A atriz Letícia Sabatella e o ator Osmar Prado participaram do ato. "Vamos torcer para aprovar", disse Prado.
"Eu acho como prudência não pôr [em votação] porque o risco de pôr é perder. Vou sugerir para o presidente Marco Maia não pautar. CPI, Código Florestal, o clima não está bom", disse o líder do PT na Câmara, deputado Jilmar Tatto. Ele falou sobre o tema após almoço entre líderes da base aliada na casa do deputado Jovair Arantes (PTB-GO), da qual participou a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti.
Mais cedo, um ato foi realizado na Câmara em favor da aprovação da PEC. Durante o evento, Marco Maia havia dito que a decisão de colocar em votação estava tomada. "Colocar em votação é uma decisão do presidente da Câmara que está tomada. Vamos na reunião de líderes tentar construir uma maioria para aprovar a matéria hoje", afirmou. O presidente da Câmara disse considerar a proposta, que enfrenta resistência da bancada ruralista, como "importantíssima."
Partidos da base, principalmente PMDB e PR, são contra a PEC porque avaliam que o texto como está não define claramente o que é trabalho escravo e o que é trabalho análogo à escravidão. Para alguns ruralistas, a proposta daria margem para que fiscais do trabalho agissem de forma subjetiva, prejudicando os produtores.
O líder do governo na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia, afirmou que o governo não se opõe à votação caso entre na pauta. "O governo não se opõe à votação acontecer hoje. Mas, caso seja necessário, adiaremos para fazer essa análise."
O deputado Henrique Eduardo Alves, líder do PMDB na Câmara, avalia que o texto tem que ser refeito em alguns pontos e pode ser votado em um mês. Ele propõe que especialistas auxiliem no trabalho de caracterização sobre o que pode ser ou não considerado trabalho escravo.
A PEC do Trabalho escravo foi aprovada no Senado em 2003 e votada em primeiro turno na Câmara em 2004. Agora, precisa passar pela votação em segundo turno. Como é uma proposta que altera a Constituição, a PEC precisa ser votada em dois turnos em cada Casa. Se aprovada, vai à promulgação. Serão necessários 308 votos favoráveis dos parlamentares e os votos serão abertos.
Apelo de ministros
Nesta terça, os ministros do Trabalho, Brizola Neto, da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, e da Secretaria da Igualdade Racial, Luiza Bairros, entregaram a Maia um manifesto pela aprovação da proposta.
"Tenho certeza de que aqui na Câmara, talvez com esse ato, a gente consiga fazer um convencimento da importância da PEC", disse Brizola Neto. Para o ministro, a PEC pode ser o "mais importante instrumento" de combate ao trabalho escravo.
No auditório Nereu Ramos, da Câmara, a plateia, formada por artistas e sindicalistas, gritou palavras de ordem como: "Chega de corrente, abaixo a escravidão!". "Espero que hoje seja um dia histórico para o povo brasileiro", discursou a ministra Maria do Rosário.
A atriz Letícia Sabatella e o ator Osmar Prado participaram do ato. "Vamos torcer para aprovar", disse Prado.
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Senado promove leilão de 86 carros usados neste sábado em Brasília (Postado por Lucas Pinheiro)
O Senado Federal vai realizar neste sábado (5) um leilão, em Brasília, de 86 carros oficiais que já foram utilizados pelos parlamentares. Os carros foram fabricados nos anos de 2003 e 2005 e os lances serão a partir de R$ 6.500 e R$ 7.500, respectivamente.
A venda dos veículos será a partir das 10h no Salão Comunitário do Núcleo Bandeirante, região administrativa a cerca de 13 quilômetros de Brasília, na Área Especial 12, ao lado da Praça Roque.
O estado de conservação dos veículos é considerado bom pela organização, mas os compradores não terão direito a reclamações, devoluções de dinheiro e os automóveis não irão passar por revisão. Os lances serão feitos de R$ 100 em R$ 100. Os veículos são de cor preta, possuem “air bag” duplo, ar-condicionado, rodas de liga-leve e alguns têm banco de couro, com motores 1.8 ou 2.4.
Estes 86 modelos que serão colocados à venda estão parados na garagem do Senado desde novembro do ano passado e as multas pendentes, segundo os organizadores do leilão, já foram pagas. O preenchimento do Documento Único de Transferência (DUT) será feito na hora.
O leiloeiro Gervásio da Silva Júnior informou que qualquer brasileiro com mais de 18 anos pode participar, desde que possua Cadastro de Pessoa Física (CPF) ou Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ).
“Podem participar do leilão os moradores do DF e de qualquer outra região do país. No entanto, os servidores do Senado Federal não poderão dar lances. O pagamento deverá ser à vista e as pessoas deverão apresentar um cheque com documento de identidade no momento da compra”, disse o responsável pelo leilão que acontece neste sábado.
De acordo com a organização, as pessoas interessadas em comprar os carros podem visitá-los na garagem do Senado, localizada na Coordenação de Transportes, que fica na via N3, atrás dos anexos dos ministérios. Os horários de visita são de 9h as 11h30 e de 14h as 17h.
As dúvidas podem ser tiradas com a organização do evento pelo telefone (61) 3512-4667.
A venda dos veículos será a partir das 10h no Salão Comunitário do Núcleo Bandeirante, região administrativa a cerca de 13 quilômetros de Brasília, na Área Especial 12, ao lado da Praça Roque.
O estado de conservação dos veículos é considerado bom pela organização, mas os compradores não terão direito a reclamações, devoluções de dinheiro e os automóveis não irão passar por revisão. Os lances serão feitos de R$ 100 em R$ 100. Os veículos são de cor preta, possuem “air bag” duplo, ar-condicionado, rodas de liga-leve e alguns têm banco de couro, com motores 1.8 ou 2.4.
Estes 86 modelos que serão colocados à venda estão parados na garagem do Senado desde novembro do ano passado e as multas pendentes, segundo os organizadores do leilão, já foram pagas. O preenchimento do Documento Único de Transferência (DUT) será feito na hora.
O leiloeiro Gervásio da Silva Júnior informou que qualquer brasileiro com mais de 18 anos pode participar, desde que possua Cadastro de Pessoa Física (CPF) ou Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ).
“Podem participar do leilão os moradores do DF e de qualquer outra região do país. No entanto, os servidores do Senado Federal não poderão dar lances. O pagamento deverá ser à vista e as pessoas deverão apresentar um cheque com documento de identidade no momento da compra”, disse o responsável pelo leilão que acontece neste sábado.
De acordo com a organização, as pessoas interessadas em comprar os carros podem visitá-los na garagem do Senado, localizada na Coordenação de Transportes, que fica na via N3, atrás dos anexos dos ministérios. Os horários de visita são de 9h as 11h30 e de 14h as 17h.
As dúvidas podem ser tiradas com a organização do evento pelo telefone (61) 3512-4667.









