quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Dilma atraiu 40 mil pessoas à Esplanada, aponta polícia

Público é o mesmo registrado no dia 20 de junho de 2013, o maior ocorrido em Brasília durante a onda de manifestações daquele ano
Estadão Conteúdo
Atualizado em 01/01/2015 19:48:59

Sol intenso, protestos esvaziados e rezas de militantes marcaram na tarde de hoje a parte pública da posse da presidente Dilma Rousseff. Pela manhã, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República mandou a polícia ficar longe da Praça dos Três Poderes, “área nobre” da festa popular.
Diante do aumento de pessoas no local no começo da tarde, o órgão militar da Presidência recuou da exclusividade e pediu o reforço de policiais, que não perderam a chance de fazer ironias por meio de seus rádios internos.
Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

O comando geral da Polícia Militar avaliou que a presidente conseguiu levar 40 mil pessoas para a Esplanada dos Ministérios no “momento de pico”, estimativa superior às das duas últimas posses presidenciais. A contagem surpreendeu, diante dos vazios nos gramados e pistas e de cálculos da própria polícia em eventos recentes. No protesto de 20 de junho de 2013, o maior ocorrido em Brasília durante a onda de manifestações daquele ano, por exemplo, a polícia também chegou a 40 mil presentes na área.
A aposentada Zely Dias, de Salvador, aguardava a passagem do Rolls Royce da presidente na sombra de uma árvore a metros do alambrado. “Cheguei mais cedo para ficar perto da grade, mas vi que não era necessário”, disse, cinco minutos antes de Dilma e a filha, Paula, passarem pelo local. Um grupo de manifestantes, o “Revoltados Online” soltou balões negros no gramado e provocou um mal-estar com petistas, que os chamaram de “coxinhas”.
A polícia não registrou ocorrências de furtos ou brigas. Sem a chuva e a friagem das festas de 2007 e 2011, o evento de hoje contou, além do calor, com o esforço dos diretórios do PT e do PMDB de Goiás e do Distrito Federal no transporte de militantes e simpatizantes. A militância tradicional petista foi substituída, nas margens da pista de acesso do Planalto ao Congresso, por cabos eleitorais munidos de bandeiras do PMDB arregimentados em Riacho Fundo, cidade da periferia de Brasília. Só 14 diretórios estaduais do PT enviaram ônibus com caravanas para a posse.
Em quatro pontos da região central da cidade, 109 ônibus com simpatizantes estavam estacionados, em uma contagem do jornal O Estado de S. Paulo feita meia hora antes da posse. Destes, a maioria era de Goiás (40 ônibus), cidades satélites de Brasília (21), São Paulo (21), Minas Gerais (8), Rio de Janeiro (4), Espírito Santo (4), Bahia (2), Paraná (2) e Mato Grosso (2). Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Piauí, Tocantins e Santa Catarina também alugaram ônibus. Em uma estimativa preliminar da polícia, eram 43 ônibus.
Entre os simpatizantes vindos em ônibus de linhas regulares estavam os primos índios Caio Kamaiurá, 27 anos, e Leo Kamaiurá, 23, que viajaram três dias com as mulheres, Ceni e Kewe, e dois bebês, do Xingu a Brasília. A família não percebeu a proximidade do Rolls Royce e acabou perdendo um lugar privilegiado próximo da cerca para ver a presidente. “Foi rápido demais”, se queixou Leo.
Até a passagem da presidente, cinco pessoas tinham desmaiado e contado com a ajuda da Defesa Civil. A festa de hoje foi mais silenciosa que nas versões anteriores. Entre as exceções estava um grupo de 50 ritmistas comandados pelos mestres de bateria Anderson e Ronaldo, das escolas de samba Aruc e Acadêmicos da Asa Norte, que animaram o público em um trecho do gramado do Congresso. O tom de introspecção ficou por conta de petistas que evitaram gritos e preferiram, em frente ao Ministério da Justiça, outro local de passagem da presidente, fazer orações em prol de Dilma.
Um “profeta”, numa cena pouco religiosa, com um cartaz “anunciando” a chegada do tucano Aécio Neves em 2018, foi retirado do gramado pela polícia para evitar confusão. Militantes petistas aplaudiram os policiais pela “prisão” do homem vestido com roupão e peruca. 

NúmerosO efetivo da polícia na posse de hoje e no protesto de 2013 também foi o mesmo, cerca de três mil homens. A primeira posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003, com estimativas que variavam de 70 mil a 150 mil pessoas, continua sendo a maior da historia recente, superior aos públicos que teriam participado da segunda posse de Lula, em 2007, 10 mil, e da primeira posse de Dilma, em 2011, 30 mil.
O tenente-coronel Lúcio César Costa Marques explicou que a estimativa de hoje foi uma média de estimativas feitas por diversos oficiais da polícia. Alguns fizeram estimativas mais modestas, de 30 mil pessoas. No cálculo, levou-se em conta a presença de 4 pessoas por metro quadrado. Os oficiais fizeram projeções a olho nu de uma plataforma e usaram dados de agentes que ficaram em pontos de acesso à Esplanada.
O coronel Joaquim Cinézio Marques, comandante-geral da operação, ressaltou que logo que Dilma entrou nas dependências do Congresso para tomar posse, um quarto do público começou a deixar o gramado e ir na direção da rodoviária central. Uma pequena parte se manteve sob o sol forte na Praça dos Três Poderes, onde mais tarde ouviu a presidente discursar no parlatório do Planalto. Nesse momento, eram cerca de 15 mil na praça.
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quinta-feira, 25 de dezembro de 2014


Templo budista é tombado como patrimônio histórico de Brasília

  • 24/12/2014 08h19
  • Brasília
Ivan Richard - Repórter da Agência Brasil Edição: Graça Adjuto
Templo Honpa Hongwanji, ou Templo Shin Budista Terra Pura, de Brasília tornou-se nesta semana patrimônio histórico da capital (Antonio Cruz/Agência Brasil)
Templo Honpa Hongwanji, ou Templo Shin Budista Terra Pura, de Brasília tornou-se nesta semana patrimônio histórico da capital (Antonio Cruz/Agência Brasil)Antonio Cruz/Agência Brasil
Em meio à movimentação de carros, do comércio e de pessoas praticando atividades físicas, o Templo Honpa Hongwanji, ou Templo Shin Budista Terra Pura, de Brasília - que fica em paisagem bucólica, quase escondido, apesar de grandioso - é um convite à reflexão e à meditação.
Erguido pelos primeiros imigrantes japoneses que chegaram à capital federal durante a construção, o templo está localizado em uma das áreas mais nobres da cidade, entre as quadras 315 e 316 da Asa Sul, a aproximadamente dez quilômetros do Congresso Nacional.
A arquitetura oriental, que mescla leveza e imponência, remete logo, no primeiro olhar, às casas japonesas, de telhados altos e curvilíneos. Os bambus presentes nos jardins dão ainda mais suavidade ao local. Apesar da proximidade com o comércio da quadra, o espaço é calmo e silencioso.
Parte da cultura brasiliense, o Templo Budista tornou-se nesta semana patrimônio histórico da capital. Decreto publicado no Diário Oficial do DF protege o templo de modificações na obra original, o sino Bonshô e seu campanário, além do pórtico de entrada e dos dois localizados nas laterais.     
De acordo com o monge Sato, foi Juscelino Kubitschek que convidou imigrantes japoneses a virem para Brasília à época da construção da cidade. (Antonio Cruz/Agência Brasil)
De acordo com o monge Sato, foi Juscelino Kubitschek que convidou imigrantes japoneses a virem para Brasília à época da construção da cidade. (Antonio Cruz/Agência Brasil)Antonio Cruz/Agência Brasil
“Os templo de antigamente, em qualquer lugar do mundo, eram centros culturais. Eram escolas, dava-se aulas para as crianças, atendia-se aos idosos, era onde a comunidade se encontrava. Aos poucos, eles foram perdendo essa característica e passaram a ser locais onde se realizam cerimônias, ofícios”, disse à Agência Brasil o monge Sato, responsável pelo local.
“Patrimônio histórico, para mim, tem dois significados importantes e foi essa tese que defendi no Conselho de Cultura para que o requerimento fosse para a frente: primeiro, patrimônio não é bem material. Tudo bem que a arquitetura seja bonita e isso é um bem que faz parte de Brasília, mas há a parte histórica. Não para ficarmos com saudade, olhando para trás. Histórico é a referência que temos para olhar para o futuro. Essa missão do patrimônio histórico veio daí: um bem cultural que aponte para o futuro como dom Bosco, Juscelino [Kubitscheck] e outros pioneiros quiseram”, argumentou o monge.
Erguido pelos imigrantes japoneses para manter vivas suas raízes e a cultura, o templo hoje é um espaço aberto a toda a comunidade, com encontros de meditação (cantada, recitada, contemplativa e silenciosa), sessões de massagem e aulas de artes marciais.
“Embora a área tenha sido concedida aos japoneses para a construção de um templo, ela tem essa missão ecumênica, de servir à cidade. Hoje, a frequência dos não japoneses aqui é muito grande”, ressaltou Sato. Principalmente no mês de agosto, quando é realizada a tradicional quermesse.
De acordo com o monge Sato, foi Juscelino Kubitschek que convidou imigrantes japoneses a virem para Brasília à época da construção da cidade. “Ele queria que as pessoas não comessem apenas carne, mas também legumes, vegetais e frutas, que eram cultivados pelos japoneses. Então, os japoneses estão aqui desde o começo para servir à população”.
Na nova capital, acrescentou, os japoneses pediram ao então presidente do país uma área para a construção de um templo. “A equipe de Juscelino - Lúcio Costa e Israel Pinheiro - disse que teria que ser no Plano Piloto, sendo que a comunidade japonesa morava distante do centro. Por isso foi concedido esse lote tão nobre da cidade, porque Juscelino queria que a capital fosse ecumênica, onde todas as religiões fossem representadas”.
Manuseando entre os dedos o Juzu, uma espécie de terço usado pelos católicos, o monge Sato explicou que o budismo convive tranquilamente com as religiões. “A primeira vez em que vim ao templo, tinha mais de 50 anos e estava vivendo uma crise política existencial. Subi os degraus por acaso e depois aprendi que no budismo não tem nada por acaso”, contou.
Segundo ele, naquele dia o monge que comanda o templo falava sobre a compaixão de Buda e isso provocou uma mudança em sua vida. “O que é a luz da compaixão?, perguntava. Deve ser algo parecido com o amor incondicional, como o da mãe. Está sempre salvando, iluminando e a gente não sabe. Isso me chamou atenção”, lembrou.
Sato contou que dali em diante se ofereceu para ajudar o monge, principalmente com a língua portuguesa, e começou a caminhada até ser ordenado em 1998. Desde então está a frente do templo brasiliense.
No último evento do ano, no próximo dia 31, haverá o tradicional ritual de passagem de ano, com a cerimônia das 108 batidas no sino Bonshô. “São 108 esperanças sobre as quais refletimos para renová-las”, disse ele.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Pesquisa Ibope encomendada pela TV Globo aponta que o tucano Aécio Neves se mantém na frente na preferência do eleitorado no Distrito Federal, mas sua campanha viu uma queda de oito pontos em relação ao levantamento anterior.
Divulgação
Dilma Rousseff (PT) diminui vantagem de Aécio Neves (PSDB) no Distrito Federal

No estudo divulgado na noite desta terça-feira (21), quando considerados apenas os votos válidos, o senador mineiro soma 61% da preferência do eleitorado contra 39% da petista. No levantamento anterior, divulgado no dia 13, Aécio tinha 69% ante 31% de Dilma.

Leia mais: Dilma tem 52%, e Aécio, 48% dos votos válidos, aponta pesquisa Datafolha
Dilma e Aécio falam mais de Minas que de saúde, educação, transporte e segurança
Datafolha: Para eleitores, Dilma é candidata dos pobres e Aécio, dos ricos
Denúncias de corrupção colocam sobre próximo presidente desafio da reforma ética


terça-feira, 12 de agosto de 2014

TRE-DF nega registro das candidaturas de Arruda e de Jaqueline Roriz

  • Brasília
Luciano Nascimento - Repórter da Agência Brasil Edição: Fábio Massalli
José Roberto Arruda
 José Roberto Arruda (PR) poderá seguir em campanha até que o TSE decida a questão em última instância.Arquivo/Agência Brasil
O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) aprovou hoje (12) a impugnação e negou o registro da candidatura de José Roberto Arruda (PR) ao governo do Distrito Federal com base na Lei da Ficha Limpa. Na mesma sessão, o TRE-DF também impugnou o registro de Jaqueline Roriz (PMN) ao cargo de deputada federal.
O tribunal acatou o pedido feito pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), que entendeu que o ex-governador e Jacqueline Roriz não poderiam concorrer ao pleito por terem sido condenados em segunda instância por crime de improbidade administrativa.
A maioria dos desembargadores seguiu o voto do relator, desembargador Cruz Macedo. O desembargador argumentou que a legislação determina o impedimento de candidaturas de pessoas condenadas pela Justiça em segunda instância.
No dia 9 de julho, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT) condenou Arruda e a deputada federal Jaqueline Roriz em segunda instância por improbidade administrativa. A ação é referente à Operação Caixa de Pandora, que investigou o esquema de corrupção que ficou conhecido como Mensalão do DEM.
A defesa de Arruda e de Jaqueline pleiteou o deferimento da candidatura com base na Lei nº 9.504/97, que estabelece as normas para as eleições e coloca a data da formalização do pedido de candidatura como marco legal para verificação das condições de elegibilidade. O advogado dos réus, Francisco Emerenciano, argumentou que a condenação ocorreu após o prazo para o pedido de registro de candidatura na Justiça Eleitoral e que, portanto, não poderia ser enquadrado pela Lei da Ficha Limpa e, consequentemente, ser considerado inelegível. 
Apesar das argumentações de Emerenciano, os desembargadores mantiveram o entendimento de que prevalece o que determina a Lei da Ficha Limpa, que considera inelegível o candidato que for condenado em sentença transitada em julgado ou em decisão proferida por órgão colegiado. Para os desembargadores, o deferimento da candidatura iria ferir os princípios da moralidade e probidade administrativa.
Mesmo com  a decisão, Arruda poderá seguir em campanha até que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decida a questão em última instância. O mesmo ocorre com Jacqueline Roriz.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Proposta prevê estágio obrigatório para alunos de medicina no SUS
 
Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil Edição: Carolina Pimentel 
         
Os estudantes de medicina terão de fazer estágio obrigatório no Sistema Único de Saúde (SUS). O estágio será na atenção básica, em urgência e emergência, e corresponderá a pelo menos 30% da carga horária prevista para o internato da graduação. Além disso, os alunos passarão a cada dois anos por avaliação obrigatória e classificatória para programas de residência médica. Essas são algumas das mudanças curriculares apresentadas hoje (26) pelo Conselho Nacional de Educação (CNE).
No documento apresentado nesta quarta-feira, o CNE estabelece seis anos para a graduação, descartando as possibilidades apresentadas inicialmente pelo governo de que o curso tivesse a duração de oito anos.
A reformulação das diretrizes curriculares faz parte da Lei 12.871/2013, que instituiu o Programa Mais Médicos, no ano passado. O CNE ainda está recebendo as últimas sugestões e têm um mês para apresentar a
versão definitiva ao Ministério da Educação (MEC).  As diretrizes atuais foram definidas em 2001.
Pelas novas diretrizes, 35% da carga horária da graduação deverão ser voltadas à prática. Dessa carga, 30% serão no SUS. O restante da carga horária deverá incluir clínica médica, cirurgia, ginecologia-obstetrícia, pediatria, saúde coletiva e saúde mental. Quanto à avaliação dos alunos, será nacional, sob a responsabilidade do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
As diretrizes estipulam também uma maior articulação com a residência médica, que terá como prioridade o atendimento no SUS. A partir de 2018, a residência deverá ser universalizada, ofertada a todos os egressos de 2017.
Os cursos de medicina em funcionamento terão prazo de um ano para implementar as diretrizes às turmas abertas, após a publicação das mudanças. Os estudantes matriculados, antes da vigência das novas regras, poderão graduar-se conforme as diretrizes de 2001 ou optar pelas novas, dependendo da instituição.
A expectativa, com o Mais Médicos, é a abertura de 11.447 vagas em cursos de medicina até 2017 — sendo 3.615 em universidades federais e 7.832 em instituições particulares. Na residência, para a universalização, deverão ser ofertadas 12.372 novas vagas.
Presente na reunião de apresentação das diretrizes, a coordenadora-geral da Direção Executiva Nacional dos Estudantes de Medicina, Monique França, disse que falta detalhamento das novas propostas, como, por exemplo, de que forma as aulas práticas serão melhoradas, e que devem ser levadas em consideração as especificidades de cada região do país.
A estudante também fez críticas à avaliação nacional. Segundo ela, uma única prova para todo o país não irá abordar aspectos regionais, e, sendo obrigatória e pré-requisito para a residência, poderá prejudicar os estudantes e levar ao ranqueamento das instituições avaliadas. "As atuais diretrizes foram discutidas por quase uma década, essas em 180 dias", ressaltou, dizendo que poucas propostas dos estudantes foram acatadas.
As escolas de medicina também fizeram considerações sobre a avaliação dos estudantes. A presidenta da Associação Brasileira de Educação Médica (Abem), Janete Barbosa, destacou a importância das avaliações institucionais. "As especificidades das instituições devem ser levadas em conta. Isso é importante para que as escolas saibam onde se encontram mais fortes e mais frágeis e possam buscar apoio nesse sentido". Para Janete, o processo de implementação das novas diretrizes é "longo, estamos trabalhando com a formação, com valores".   
O pesquisador e professor de pós-graduação do Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa José Lúcio Machado comparou a avaliação ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) - usado como vestibular nacional para ingresso no ensino superior - e disse que considera a iniciativa um avanço na entrada para a residência médica.
O secretário de Educação Superior e presidente da Comissão Nacional de Residência Médica, Paulo Speller, acredita que o fato de os estudantes terem de permanecer mais tempo atendendo pelo SUS forçará o sistema a se preparar para receber os alunos e profissionais. "Será necessária a infraestrutura adequada para o cenário de prática. Só podemos expandir as vagas nos novos cursos se tivermos como base uma infraestrutura adequada", disse.
A criação de vagas nas particulares, que terão a maior parcela, por meio de editais foi alvo de
críticas das instituições privadas.
Atualmente, o Brasil tem uma média de 1,8 médico por mil habitantes. Com o Mais Médicos, o objetivo é chegar a 2,7 médicos por mil habitantes em 2026, além da distribuição desses profissionais por áreas com déficit de médicos.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Pai e filho morrem após caírem de 13º andar em Osasco 
 
Agência Estado            
 
Um homem de 52 anos e uma criança de seis anos morreram na noite desta segunda-feira, 17, após caírem do 13º andar de um prédio na Avenida Manoel Pedro Pimentel, em Osasco, na Grande São Paulo. Segundo a Polícia Militar, a queda teria ocorrido após uma briga de casal. O homem teria pulado com o filho do apartamento onde moravam após brigar com a esposa e agredi-la. Ainda conforme a PM, a mulher foi levada para um pronto-socorro na região. A identidade dos três não foi revelada. O caso foi registrado no 5º Distrito Policial de Osasco (Centro).

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

RESUMO DOS JORNAIS DO PAÍS (SEGUNDA FEIRA) 10/02/2014
 
10 de fevereiro de 2014
Correio Braziliense


Manchete: Projeto abre brechas para supersalários
Aprovado em comissão composta por deputados e senadores, no fim do ano passado, o texto estabelece 25 situações em que o contracheque de servidores poderá ultrapassar o salário máximo do funcionalismo, fixado hoje em R$ 29.462,25. A justificativa é de que se trata da regulamentação do artigo 37 da Constituição Federal, que exclui da aplicação do teto as parcelas de caráter indenizatório, como diárias de viagem, verba para mudança e auxílio-moradia. Mas os parlamentares foram além e ampliaram a lista dos benefícios. (Págs. 1 e 2)
Insegurança leva comerciantes a fecharem lojas no Plano (Págs. 1 e 20)


Violência: Telefone liga deputado do PSol a black bloc
Advogado do tatuador responsável por passar um rojão a homem que feriu cinegrafista durante manifestação no Rio diz ter recebido ligação de uma ativista. Ela teria afirmado que oferece apoio jurídico a pessoas ligadas ao deputado estadual Marcelo Freixo. Rapaz preso ontem vai ajudar a polícia a identificar o acusado de acender o artefato. (Págs. 1 e 6)
Copa provoca choque de realidade no Brasil (Págs. 1 e Crônica da cidade, 22)


Suíça impõe cota para estrangeiros
Em referendo, país dá passo atrás e decide pelo fim da livre circulação de cidadãos da União Europeia, em vigor desde 2002. (Págs. 1 e 13)
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Estado de Minas


Manchete: Gritos por justiça
Famílias de jovens mortos em BH cobram punição de agressores

Matheus era um jovem bem-humorado. Apaixonado pelo Cruzeiro, namorava uma colega do curso de engenharia de produção, levava o irmão mais novo à escola todos os dias, pretendia fazer intercâmbio e aprender alemão. Leandro, também brincalhão, teve de abandonar a escola para trabalhar e ajudar a família, inclusive bancar remédios para o pai doente. Conseguiu dois empregos, acordava de madrugada para entregar pães e agora abriria o próprio negócio.

Mas a vida e os sonhos dos dois jovens se perderam tragicamente no fim de semana. Matheus foi executado com três tiros por dois assaltantes que levaram o carro dele quando saía da casa de um amigo na noite de sexta-feira. Leandro estava na segunda entrega do dia, às 5h de sábado, e foi atropelado por um ix35 Hyundai dirigido por Germano Stein, que admitiu à PM ter bebido. Os dois foram sepultados ontem em meio à dor e à indignação das famílias, que cobram a punição dos responsáveis. (Págs. 1, 17 e 18)
Ganho de servidor federal poderá passar de R$ 30 mil (Págs. 1 e 3)


Vereador: Wellington Magalhães faz festa em ritmo de campanha eleitoral (Págs. 1 e 5)


Consumidor: Risco do golpe do aluguel por temporada cresce no carnaval (Págs. 1 e 13)


Agropecuário: Safra de feijão deve bater recorde de produção, mas remuneração desestimula agricultores. (Págs. 1, Capa e 3 a 5)


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Zero Hora


Manchete: 15 dias sem ônibus na capital - Tribunal derruba liminar que impedia piquetes de grevistas
Decisão de desembargadora da Justiça do Trabalho permite que funcionários de empresas bloqueiem saída de veículos das garagens.

Rodoviários têm nova assembleia hoje. (Págs. 1, 4 e 5)
Blindagem: PSDB atua para isolar Aécio de escândalo
Enquanto STF encaminha análise do mensalão tucano, sigla prepara estratégia. (Págs. 1 e 8)
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Brasil Econômico


Manchete: "Não há crescimento vigoroso sem indústria"
Com a experiência de décadas no debate sobre os rumos da economia, o empresário Paulo Francini preocupa-se com a participação do setor no PIB, hoje em 13,6%. “Se nada acontecer, em cinco anos passará a corresponder a apenas 9%”. Integrante do grupo de industriais que lutou pela redemocratização do país, ele tornou-se interlocutor de todos os governos, de Sarney, passando por FH e Lula, ao atual. Guido Mantega, sempre que necessário, consulta a opinião de Francini, para quem “não há medida mágica” que faça o setor se recuperar a curto prazo. De 2014, com Copa e eleições, ele diz: “O ano promete boas emoções, mas não para a indústria”. (Págs. 1 e 4 a 7)
Pré-sal: Mais portos no litoral do Rio de Janeiro
O aumento de produção de petróleo mobiliza duas cidades litorâneas na busca de investimento em infraestrutura. Em Maricá, o terminal de R$ 6 bilhões está em fase final de licenciamento. Macaé iniciou audiência pública para projeto de R$ 900 milhões. (Págs. 1 e 11)
Energia: Receita é desafio para operadores
O Grupo Eletrobras e a estatal chinesa State Grid, que arremataram linha da rede de transmissão de Belo Monte com deságio de 38% na última sexta-feira, terão pouca margem de lucro para os investimentos necessários, alertam especialistas. (Págs. 1 e 8)
Eleições
Apoio de PP e do PMDB é alvo de disputa de candidatos de outras legendas na corrida ao Senado em Santa Catarina. (Págs. 1 e 3)
Mobilidade
Empresas de transporte começam a adotar a biometria para combater fraudes na gratuidade. (Págs. 1 e 10)
Fundos
Investimentos imobiliários perdem atratividade com alta da Selic, apesar de preço de imóveis em alta. (Págs. 1, 20 e 21)