quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

DEM se esquiva de processar Paulo Octávio, o ‘vice’


José Cruz/ABr

DEM abre processo contra Arruda e finge que o 'problema' Paulo Octávio não existe

Além de se recusar a impor a José Roberto Arruda a expulsão sumária, o DEM esquivou-se de abrir processo contra o vice-governador do DF, Paulo Octávio.

A Executiva do partido livrou a cara também do deputado Leonardo Prudente, presidente da Câmara Legislativa do DF.

Paulo Octávio é mencionado no inquérito que corre no STJ como beneficiário do butim amealhado pelo ex-secretário Durval Barbosa, que se autoconverteu em delator premiado.

Em depoimento, Durval acusa o vice-governador de beliscar 30% dos panetone$ recolhidos junto a fornecedores do GDF -10% a menos que Arruda.

Quanto ao deputado Prudente, aparece em vídeo manusenado maços de dinheiro recebidos de Durval. Enche os bolsos do paletó. Depois, leva o dinheiro à meia.

Deve-se ao senador Demóstenes Torres a redação do processo contra Arruda. O texto pede a expulsão sumária.

Além de Demóstenes, assinam a peça os líderes Ronaldo Caiado (Câmara) e José Agripino (Senado).

Levada à Executiva, a petição não chegou a ser votada. Rodrigo Maia, o presidente do DEM, avocou para si o processo.

Proferiu diante da Executiva um despacho verbal. Refugou o rito sumário, abriu oito dias de prazo para a apresentação da defesa de Arruda e anunciou uma novidade.

Rodrigo marcou a data do julgamento para quinta-feira (10) da semana que vem. Um prazo não previsto no estatuto do partido.

Durante a reunião, o senador Heráclito Fortes manifestou sua estranheza qualto ao alvo: Por que só o Arruda?

Demóstenes protinficou-se: “Não faço com prazer, mas, se quiserem me designar, redijo os demais, inclusive o processo do Paulo Octávio”.

A reunião, que era tensa, foi momentaneamente entrecortada por risos. Heráclito estrilou.

Disse que Paulo Octávio não tem "nada a ver" com os malfeitos. Deu a entender que se referia ao deputado Prudente.

E o dito passou por não dito. A reunião terminou sem que outros procedimentos disciplinares fossem abertos. Tratou-se apenas de Arruda.

Versado na ciência do direito, o deputado Roberto Magalhães opôs-se ao ritmo processual imposto por Rodrigo Maia a Arruda.

Lembrou que, uma vez descartada a expulsão sumária, processo com data marcada para terminar é coisa que o estatuto do partido não autoriza.

Demóstenes ecoou Magalhães. Disse que o processo pode dar margem a questionamentos na Justiça.

Reza o estatudo do DEM que os transgressores estão sujeitos a dois tipos de processo.

Na primeira raia, corre o rito sumário, proposto por Demóstenes. Começa com a expulsão do filiado.

Depois, nomeia-se um relator, que tem 60 dias para ouvir a defesa do acusado.

Concluindo pela inocência, sugere a revogação da expulsão. Do contrário, propõe a manutenção do expurgo.

Na segunda raia corre o processo normal. Prevê um único prazo: oito dias para a apresentação da defesa escrita do acusado.

De posse da defesa, o relator não tem prazo para concluir o seu trabalho. Num caso como o de Arruda, poderia buscar informações no Ministério Público.

Poderia também deferir eventuais pedidos do acusado –a realização de perícias ou a inquirição de testemunhas, por exemplo.

Ao optar pela fórmula mista –processo convencional com julgamento em nove dias—, Rodrigo Maia restringiu o trabalho do relator à análise da defesa de Arruda. Nada de procedimentos complementares.

Daí os receios manifestados pelo advogado Magalhães e pelo promotor licenciado Demóstenes.

A dupla sabe que, se quiser, Arruda pode buscar nos tribunais a anulação de uma eventual expulsão que lhe seja imposta na semana que vem.

Alegaria cerceamento do seu direito de defesa. Obtendo uma liminar, Arruda continuaria filiado ao DEM.

E preservaria o direito de candidatar-se, sob a legenda, à releição. Sim, a depeito de tudo, Arruda ainda se considera um candidato viável para 2010.

Um pedaço do DEM rumina a expectativa de que Arruda tome a iniciativa de se desfiliar do partido até o dia do julgamento. Uma hipótese que, em privado, Arruda descarta.

Escrito por Josias de Souza às 06h59

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

"Mensalão do DEM" deixa Joaquim Roriz mais perto do seu quinto mandato no DF

Piero Locatelli
Do UOL Notícias
Em Brasília

Entenda as denúncias de corrupção no governo do Distrito Federal

As denúncias de corrupção envolvendo o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), deixam Joaquim Roriz (PSC) mais próximo do seu quinto mandato como governador do Distrito Federal.

Arruda e Roriz estavam empatados em todas as pesquisas de intenção de voto para as eleições de 2010 feitas até o momento -todas realizadas antes das denúncias de envolvimento de Arruda em um esquema de pagamento de propina a integrantes da Câmara Legislativa do DF. Com o abalo na imagem do atual governador, a situação deve ficar mais fácil para Roriz.

Cúpula do DEM se reunirá nesta terça-feira para definir o futuro do governador Arruda



Apesar de haver indícios de que o "mensalão do DEM" tenha começado ainda no governo de Roriz, políticos do Distrito Federal não acreditam que a imagem do ex-governador seja afetada.

"O eleitor do Roriz é um eleitor que não se toca tanto com esses assuntos. Ele tem uma fidelidade que está acima desses fatos. Do ponto de vista do Roriz, ele não se enfraquece com o eleitorado. Só se também aparecesse um vídeo com ele", diz o ex-governador do Distrito Federal e atual senador, Cristovam Buarque (PDT).

Taxado como populista, rótulo que ele não refuta, Roriz criou seu eleitorado entre as classes mais pobres no entorno de Brasília. Suas votações expressivas o levaram a ser eleito três vezes ao governo do DF. Na primeira vez, assumiu como governador biônico ao ser indicado pelo então presidente da República, José Sarney.

Ex-aliados
Antes de serem adversários políticos, Roriz e Arruda foram aliados. Arruda ocupou cargos menores nas gestões de Roriz até se tornar chefe de gabinete do então governador.

Outra semelhança entre ambos foram as renúncias para fugir da cassação e manter seus direitos políticos quando foram senadores. Em 2001, Arruda saiu do cargo sob a suspeita de ter violado o painel de votação do Senado. Em 2007, foi Roriz quem renunciou. Ele havia aparecido em conversas telefônicas que o mostravam negociando a partilha de R$ 2,2 milhões com o então presidente do BRB (Banco de Brasília), Tarcísio Franklin de Moura.

Apesar da ligação forte de ambos, o ônus do escândalo pode não ser passado ao ex-governador.

"A crise maior é do governo Arruda, não do Roriz. Ela afeta a base do Arruda, que sempre foi de classe média", diz a deputado distrital Erika Kokay, líder petista na Assembleia do DF. O PT deve lançar como candidato ao governo o ex-deputado federal Agnelo Queiroz.

O senador Gim Argello (PTB-DF) completa o quadro dos quatro candidatos melhores colocados nas pesquisas. Suplente de Roriz, Argello assumiu após a renúncia dele do cargo em 2007.

Argello diz que o destino dos votos dos eleitores de Arruda não é certo, mas o destino do governador é: ele está fora da disputa, opina o senador.

"Agora mudou tudo porque saiu o 'player' que era o governador. Tínhamos quatro 'players', agora, tenho certeza, só são três", afirma.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Dividida, Executiva do DEM discute futuro de Arruda

José Cruz/ABr

Ex-cinderelas do DEM, Arruda e o vice Paulo Octávio viraram um par de 'abóboras'



A direção do DEM vai convocar para esta terça-feira (1º) uma reunião de sua comissão Executiva Nacional.



Na pauta, uma pergunta: O que fazer com o pedaço do partido que apodreceu no escândalo do governo do Distrito Federal?



O partido cindiu-se em três partes. Um pedaço, minoritário, defende a preservação do governador José Roberto Arruda e da equipe dele.



Os outros dois pedaços do DEM advogam a adoção de algum tipo de providência saneadora. Divergem, porém, quanto à dosagem.



São três as alternativas que se encontram sobre a mesa:



1. Expulsar da legenda Arruda os ‘demos’ que micaram nas dobras do “DEMensalão”.



2. Suspender a filiação dos ‘demos’ engolidos no escândalo.



3. Abrir um processo no Conselho de Ética do partido, propiciando a Arruda e Cia. amplo direito ao contraditório.



Antes do encontro da Executiva, um seleto grupo de grão-demos se reúne, na tarde desta segunda (30), com Arruda.



Vão ouvir o que o governador tem a dizer sobre os malfeitos registrados em áudio e vídeo. Uma formalidade.



Na prática, a versão de Arruda já foi repassada aos mandachuvas do partido. O governador passou o final de semana grudado ao telefone.



Falou muito. Mas convenceu pouco. Disseminou-se pelo partido a convicção de que é preciso tomar distância do filiado ilustre.



Presidente do DEM, o deputado Rodrigo Maia (RJ) levará à conversa com Arruda representantes dos três grupos.



Da turma do “mata e esfola”, vão à reunião Demóstenes Torres (DEM-GO) e os líderes no Senado e na Câmara –José Agripino (RN) e Ronaldo Caiado (GO).



Do time do “deixa-disso”, Heráclito Fortes (DEM-PI). Da ala do “vamos-devagar-pra-ver-como-é-que-fica”, ACM Neto (DEM-BA).



Pairando sobre todos, Marco Maciel (DEM-PE), visto pela etnia dos ‘demos’ como uma espécie de sábio da tribo.



A encrenca que sacode o DEM não se resume a Arruda. Tornou-se impossível vergastar o governador sem açoitar os que vêm abaixo dele.



O escândalo traz as digitais também do vice-governador Paulo Octávio e do presidente da Câmara Legislativa do DF, Leonardo Prudente.



Na noite passada, cogitava-se abrir uma porta de emergência para Arruda e o etc. que se acomoda sob ele.



O governador e os seus pediriam licença do partido pelo prazo que durassem as investigações.



Uma meia-sola destinada a aplacar os ânimos de gente como José Agripino, que não admite a hipótese de Arruda se defender protegido pelo manto do partido.



Em privado, Agripino diz coisas assim: “Não dá para ficar no partido respondendo a um processo desses. Nem pensar. Do contrário, saio eu”.



Seja qual for, a decisão terá de ser referendada pela Executiva do DEM, um colegiado composto de 45 pessoas.



Optando-se pela saída da abertura de processo disciplinar, a turma de Brasília vai à Comissão de Ética (nove membros).



Seria uma forma de responder ao escândalo com um golpe de barriga. Aberto o processo, o caso iria às mãos de um relator.



Os enrolados teriam prazo para apresentar suas defesas. O relator disporia de tempo para destrinchar os contra-argumentos.



Sobreviriam o Natal e o Réveillon. Até o dia da decisão final, o partido observaria até onde vai o abismo cavado por Arruda.



De concreto, há apenas a convicção da maioria de que algo precisa ser feito. Resta calibrar a dosagem do purgante.



Confrontada com a devastação das imagens que resumem os malfeitos, a simples hesitação já impõe ao DEM um custo que, por incalculável, é muito fácil de calcular.

Escrito por Josias de Souza às 04h47

domingo, 29 de novembro de 2009

PT, PDT, PSB e movimentos sindicais querem ir à Justiça para substituir Arruda, o vice e aliados

Renata Giraldi
Da Agência Brasil
Em Brasília

Os partidos de oposição ao governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), devem recorrer à Justiça para exigir o afastamento dele, de seu vice-governador, Paulo Octávio (DEM), e do presidente da Câmara Legislativa, Leonardo Prudente (DEM-DF).

Eles são acusados de comandar um esquema de corrupção envolvendo pagamento de propina no DF.

O presidente do PT do Distrito Federal, Chico Vigilante, disse à Agência Brasil que marcou para amanhã (30), às 15 horas, reunião com os comandos do PSB, PDT e movimentos sindicais.

A ideia é elaborar uma ação a ser enviada à Justiça para que consigam garantir que o presidente do Tribunal de Justiça do DF, Niveo Gonçalves, seja nomeado governador em decorrência das últimas acusações.

"Não há condições de o Distrito Federal ser comandado pelo atual governador, seu vice ou o presidente da Câmara.

Todos estão sob suspeita e a situação piora a cada momento", afirmou Vigilante.

"A situação é tão grave que somos surpreendidos o tempo todo com notícias, isso gera uma insegurança sem igual".

A iniciativa do PT do Distrito Federal segue orientação do presidente nacional do partido, deputado Ricardo Berzoini (SP).

De acordo com Vigilante, Berzoini considerou as denúncias gravíssimas e determinou que o caso seja tratado com máxima urgência pelo partido.

"O Berzoini telefona o tempo todo para saber dos desdobramentos. O PT considera o assunto o máximo de gravidade".

Na sexta-feira (27), a Polícia Federal deflagrou a operação intitulada Caixa de Pandora e identificou um suposto e complexo esquema de corrupção envolvendo Arruda, Paulo Octávio, Prudente e parte da cúpula do governo do Distrito Federal.

Pelas investigações, existiria um "mensalão" que arrecadou cerca de R$ 600 mil com empresas privadas, que seriam repassados para colaboradores.

As denúncias levaram Arruda a afastar oito de seus assessores diretos.

Imagens gravadas pela Polícia Federal em DVD mostram o governador recebendo dinheiro das mãos do assessor Durval Barbosa - responsável pelas acusações e parte das informações repassadas aos policiais.

Desde de setembro deste ano, tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ) o processo de investigação sobre o suposto esquema de corrupção e distribuição de recursos.

Porém, Vigilante afirmou que as denúncias são mais antigas e tiveram início na campanha do ex-governador e ex-senador Joaqum Roriz - hoje adversário de Arruda, mas no passado aliado.

sábado, 28 de novembro de 2009

Governador do DEM é suspeito de pagar propina a deputados (O Globo)

O Globo

Manchete: Governador do DEM é suspeito de pagar propina a deputados
PF grava José Roberto Arruda negociando repasse de dinheiro com assessor

O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), é suspeito de participar e se beneficiar de um esquema de pagamento de propina a deputados aliados.

A PF fez buscas autorizadas pelo STJ em gabinetes de deputados e casas de secretários de Arruda, inclusive na residência oficial do governador – que não mora lá.

Segundo o inquérito, há indícios de formação de quadrilha, peculato, corrupção, fraude de licitação e crime eleitoral.

Numa gravação, Arruda oferece dinheiro ao secretário de Relações Institucionais do governo, Durval Rodrigues, que atuava como colaborador da PF e fazia escuta ambiental.

Cerca de R$ 600 mil seriam repassados a políticos aliados.

Segundo Durval, o governador “sempre pedia” que reservasse uma quantia mensal para suas despesas pessoais.

À noite, Arruda exonerou Durval, o secretário de Educação, José Luiz Valente, o chefe da Casa Civil, José Geraldo Maciel, o chefe de gabinete, Fábio Simão, e o assessor de imprensa. (págs. 1, 3 e 4)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Governo do DF é acusado de corrupção
Segundo a PF, secretário gravou pedido de distribuir R$ 400 mil a aliados; Arruda (DEM) nega acusação

A Polícia Federal realizou ontem operação contra um suposto esquema de pagamento de propina envolvendo o governador José Roberto Arruda (DEM-DF).

O inquérito cita que existe gravação em que Arruda solicita a seu secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, que distribua R$ 400 mil a aliados.

Arruda foi gravado pelo próprio Barbosa, que, investigado por supostos crimes relacionados a desvio de verbas públicas, passou a ser um colaborador da Justiça.

A polícia cumpriu 16 mandados de busca e apreensão de documentos em Goiás e Minas Gerais, além de Brasília. O inquérito está no Superior Tribunal de Justiça.

O dinheiro veio, segundo a PF, de empresas de informática contratadas pelo governo. Os policiais apreenderam R$ 700 mil, além de US$ 30 mil e 5 mil euros.

Arruda negou envolvimento. Disse que irregularidades vêm da gestão anterior. Demitiu Barbosa, afastou outros acusados e prometeu ajudar a PF. (págs. 1 e A4)

Relatório de operação da Polícia Federal cita tucanos
No relatório da Operação Castelo de Areia, a Polícia Federal anexou documento que revela supostos repasses ilegais da Camargo Corrêa a partidos, políticos e servidores.

O documento cita 208 obras e contratos da empreiteira de 1995 a 1998.

Há referências a seis siglas e citações a tucanos do primeiro escalão do governo estadual e da Prefeitura de São Paulo. Para o PSDB, há motivação política. (págs. 1 e A7)


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O Estado de S. Paulo

Manchete: Polícia flagra ‘mensalão do DEM’ no governo do DF
Suposto esquema teria até mesmo participação do governador Arruda

Uma investigação da Polícia Federal flagrou no governo José Roberto Arruda (DEM), do Distrito Federal, um suposto esquema de cobrança de propinas e distribuição do dinheiro pela base aliada, numa espécie de mensalão que envolve ao menos quatro secretários e quatro deputados distritais.

O próprio Arruda aparece em documentos orientando o secretário Durval Barbosa (Relações Institucionais) a “entregar R$ 400 mil a Maciel, para pagamento da base aliada” – em referência a José Geraldo Maciel, chefe da Casa Civil de Arruda.

O trabalho da PF contou com a colaboração de Barbosa.

O governador puniu os secretários envolvidos e informou que não pretende renunciar. A liderança do DEM disse que só se posicionará quando souber do teor das investigações. (págs. 1, A4 e A6)


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Jornal do Brasil

Escândalo atinge a cúpula do DF

Operação da Polícia Federal denunciou um escândalo na cúpula do governo do Distrito Federal. Foi revelado um suposto esquema de arrecadação e distribuição de propinas operado por autoridades, entre as quais o governador, José Roberto Arruda (DEM), que receberia R$ 400 mil para pagamento da “base aliada”. (págs. 1 e País, A7)



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Correio Braziliense

Manchete: GDF e Distrital são alvo de investigação
PF e justiça apuram suposto esquema de propinas a parlamentares

A Polícia Federal apreendeu ontem computadores e documentos nas casas e nos escritórios de 16 pessoas suspeitas de envolvimento num esquema de pagamento de propinas a deputados distritais da base de apoio ao Governo do Distrito Federal.

Entre os investigados estão secretários de estado, empresários e distritais. Denominada Caixa de Pandora, a operação da PF foi desencadeada por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ) após uma série de denúncias e escutas ambientais feitas pelo delegado Durval Barbosa, exonerado ontem do cargo de secretário de Relações Institucionais do GDF. Barbosa também estaria envolvido no esquema e aceitou a proposta de delação premiada oferecida pelo Ministério Público para revelá-lo.

Segundo o inquérito, o ex-policial, que ocupou cargos públicos no governo Joaquim Roriz e responde a processos por corrupção, teria gravado uma conversa com o governador Arruda em 21 de outubro.

Ontem, todos os secretários e servidores do GDF citados na operação foram afastados dos cargos. (págs. 1, 39 a 41)

domingo, 7 de setembro de 2008

Petróleo, futebol e Argentina são destaques em desfile

BRASíLIA (Reuters) - O potencial petrolífero nacional, a seleção feminina de futebol e a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, foram os destaques do desfile cívico-militar realizado neste domingo em comemoração ao Dia da Independência, na Esplanada dos Ministérios.

Os "valores do Brasil" foram o tema do evento. Em referência aos recursos naturais do país, foi apresentada uma alegoria simulando uma torre de exploração de petróleo, cercada de crianças vestidas de petroleiros.

Momentos depois, em alusão aos "valores do civismo", uma ala de jovens passou caminhando atrás de uma bandeira da Petrobras. A estatal patrocina o Projeto Jovem Cidadão, do qual esses estudantes fazem parte.

Desde que a Petrobras e seus parceiros descobriram petróleo na chamada camada pré-sal, no ano passado, o governo passou a explorar politicamente o assunto.

O pré-sal é uma faixa em águas ultraprofundas da costa brasileira, do Espírito Santo a Santa Catarina, que pode conter bilhões de barris de petróleo, colocando o Brasil entre os maiores produtores mundiais da commodity. Uma comissão interministerial estuda o destino que será dado ao petróleo do pré-sal.

Integrantes da seleção brasileira feminina de futebol desfilaram na hora em que foram exaltados os "valores do esporte". As jogadores foram muito aplaudidas pela platéia, inclusive pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A equipe conquistou no mês passado a medalha de prata nas Olimpíadas de Pequim.

Outro destaque da cerimônia foi a homenagem feita à Argentina. A bandeira do país vizinho foi carregada pelos participantes do desfile em dois momentos.

A cortesia teve justificativa. Neste ano, a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, foi a convidada de honra do presidente Lula.

Em entrevista a jornalistas, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, destacou a importância da visita. "A presença da presidente da Argentina mostra a integração entre Brasil e Argentina e sul-americana", afirmou.

O desfile começou por volta das 9 horas. Cerca de três horas depois, após a apresentação de tropas e equipamentos militares, os dois presidentes deixaram o local. Cristina usou um vestido roxo. Já a primeira dama, Marisa Letícia, vestiu uma camisa verde, saia e chapéu brancos.

Estiveram presentes ministros de Estado, os presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF) e da Câmara dos Deputados, respectivamente Gilmar Mendes e Arlindo Chinaglia (PT-SP), além dos comandantes das Forças Armadas e diplomatas estrangeiros. O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, também participou das comemorações.

Segundo o Palácio do Planalto, a infra-estrutura do desfile custou aos cofres públicos 1,6 milhão de reais. Os gastos na promoção dos festejos do ano passado somaram 2,5 milhões de reais.

A expectativa do governo era de que 50 mil pessoas fossem à Esplanada dos Ministérios, mas, de acordo com a Polícia Militar do Distrito Federal, o público foi de 35 mil.

O governo estuda a possibilidade de transformar o desfile em um evento itinerante, fazendo com que nos próximos anos a principal cerimônia oficial da Semana da Pátria seja realizada em diversas cidades do país.

(Reportagem de Fernando Exman; Edição de Taís Fuoco

Esplanada dos Ministérios recebe 30 mil pessoas na abertura do desfile de 7 de Setembro

Ana Luiza Zenker
Repórter da Agência Brasil


Brasília - Cerca de 30 mil pessoas assistem, neste momento, aos desfiles de 7 de Setembro na Esplanada dos Ministérios, segundo estimativas da Presidência da República. Sob um forte calor, o público viu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a primeira-dama Marisa Letícia desfilaram em carro aberto.

A recomendação é de que as pessoas se protejam do sol com bonés e protetor solar e tomem muita água para enfrentar a seca.

A Polícia Militar do Distrito Federal destacou 1.473 homens para fazer a segurança no local.